domingo, 25 de outubro de 2009

Bumerangue


Naquela noite ela sentia ódio. Ódio por ter doado carne, pensamentos e sentimentos a ele por tanto tempo e de forma tão intensa. E ninguém se doa – menos ainda no amor! – querendo receber nada em troca. Mas ao mesmo tempo ela sabia que como bumerangues, que vão e voltam, a tendência dele também era voltar. Porém, diferente dos bumerangues que sempre têm alguém esperando por eles, ele voltaria e não encontraria ninguém.

2 comentários:

  1. ah essas idas e voltas..

    [ que delícia! isso é quase o resumo de um dos primeiros textos do meu blog. sobre 'ele' e boomerangues.]

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  2. Parece q ninguém ama direito!

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